segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Galo é “óscar” em Festival

O Galo de Barcelos constitui-se como um dos símbolos de Portugal. As figuras de barro continuam a ser a expressão artística mais forte desta região do Minho. É um ícone de identidade de uma nação e um excelente registo de marketing. A imagem deste surge empenhada na sua universalização, enquanto destino turístico.

Um exemplo disso é a constante presença em eventos promocionais. Aparece como imagem principal dos cartazes turísticos que promovem o Portugal do folclore, das tradições, das paisagens e da hospitalidade do povo. A própria câmara de Barcelos promove a Semana Gastronómica do Galo com o melhor da gastronomia minhota em 34 restaurantes do concelho. Esta iniciativa está inserida no roteiro gastronómico da entidade Turismo Porto e Norte de Portugal. O concurso do “Galo Assado” também é impulsionado pela câmara e apela ao sentido gustativo dos turistas.

Os galos de Barcelos, feitos por artesãos locais,  são os 'Óscares' do Festival Internacional de Filmes de Turismo.

O Festival ART & TUR – Festival Internacional de Filmes de Turismo é um evento com reconhecimento internacional. Organizado e promovido pela APTUR – Associação Portuguesa de Turismologia, conta com o patrocínio da Câmara de Barcelos.
Contém um meio promocional de excelência para todas as produções audiovisuais relacionadas com o turismo.

Festival de “braço dado” com Artesanato


O Festival Art & Tur foi organizado de modo a que, entre a galeria dos prémios e o auditório, se assista aos artesãos a criarem diversas peças em barro típicas de Barcelos.
O artesanato encontra-se intimamente ligado ao festival não só por ser uma parte da cultura popular, mas também pelos prémios serem feitos por artesãos locais. Algumas das peças podem ser adquiridas ao longo deste corredor.
A cidade de Barcelos apoia o artesanato local com a Mostra de Artesanato, a Rota da Olaria e a Feira semanal às quintas-feiras.

João Lourenço: 30 anos de Olaria

João Lourenço




João Lourenço é um dos artesãos presentes no festival. A sua arte pode ser vista no decorrer do evento. Com 45 anos de idade, conta com 30 anos de experiência como Oleiro.

1- Há quantos anos se interessa por esta profissão?
Interesso-me por esta profissão desde miúdo já que vim de uma família oleiros. Há trinta anos atrás, o caminho era um bocado seguir a profissão dos nossos pais e portanto foi isso que me aconteceu. Na altura, saí da escola, poderia ter seguido outro percurso mas comecei a trabalhar. Tenho 45 anos e há trinta e tal anos que ando nisto.

2- Relativamente à participação neste festival, acha que é uma boa forma de reavivar as memórias das pessoas quanto à profissão?

Penso que sim. Este é o primeiro ano que o festival incorpora estas actividades artesanais, é uma forma de mostrar um pouco a temática do mesmo pois insere-se no turismo. A olaria de Barcelos tem muita tradição e a maior parte do tempo em que estive na roda tive a oportunidade de observar que as pessoas desconheciam e nunca tinham visto as peças a serem trabalhadas. Como tal, acho que é bem pensado inserir esta actividade no festival.

3- Relativamente ao festival, acha que os filmes portugueses têm uma boa hipótese de chegarem à final e irem a Viena?

Interesso-me e gosto bastante de cinema mas não sou especialista. Porém posso dizer que vi agora o de Montalegre e está um filme muito bom. Em termos de competividade não sei sinceramente. 

0 comentários:

Enviar um comentário